5/2/2010 19:19:00
MALDANER SUGERE CRIAR FUNDO DE COMPENSAÇAO DO SALÁRIO MÍNIMO

Brasilia - O deputado Celso Maldaner (PMDB) protocolou um pedido de inclusão na Medida Provisória 474/2009 que dispõe sobre o novo salário mínimo a partir de 1.º janeiro de 2010, de um artigo que cria o Fundo de Compensação do Salário Mínimo (FCSM) Ele atende uma reivindicação da Confederação Nacional de Municípios (CNM).

Segundo o artigo sugerido por Maldaner, o fundo se destina a promover compensação financeira aos Municípios que tenham suas finanças comprometidas com a nova remuneração dos servidores. O FCSM tem natureza contábil e será constituído com recursos ordinários do Tesouro Nacional.

No segundo parágrafo, fica assegurado ao FCSM o valor de R$ 500 milhões anuais a partir de 2010 até o exercício de 2020. Os valores serão atualizados pela variação acumulada da Receita Corrente Líquida (RCL) da União. No quinto parágrafo, fica registrado que os recursos do FCSM serão destinados exclusivamente para despesas com pessoal e encargos sociais do Município.

Para justificar o pedido, Maldaner indicou dados de estudos técnicos da CNM e apontou o impacto de reajuste do salário mínimo nas contas dos Municípios. Ele explicou que centenas de prefeituras enfrentarão dificuldades para arcar com o aumento de R$ 465 para R$ 510 e estarão prestes a descumprir as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) – a Constituição Federal limita os gastos com pessoal e encargos até o limite de 60% da RCL do Município.

Segundo estimativas da CNM, o número de Municípios que comprometem 60% ou mais da RCL com despesas de pessoal aumentará de 103 para 130. Entre os que gastam entre 55% e 60% da RCL – faixa prudencial -, outro aumento: de 447 para 511. No total, 118 prefeituras serão prejudicadas e ultrapassarão o limite máximo ou o prudencial estabelecido pela LRF. Resultado: elas correm o risco de perder transferências do governo federal.

Outra dificuldade refere-se à pressão salarial dos outros servidores dos Municípios que recebem mais de um salário mínimo. Além do risco de demissões, a prestação de serviços à comunidade – limpeza pública, Saúde e Educação, por exemplo – pode ser prejudicava com a falta de funcionários.

Nas regiões Norte e Nordeste, a situação é ainda mais grave e preocupa os prefeitos. Dados da CNM e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apontam que mais de 60% da folha de pagamento corresponde a funcionários que recebem até um salário mínimo.

Para calcular o impacto financeiro do novo salário mínimo, a CNM adotou como base de cálculo dados do Ministério do Trabalho (RAIS 2002 – 2008) sobre a quantidade de servidores municipais no Brasil, divididos por faixa salarial. Numa estimativa conservadora, os dados mostram que, de 2003 a 2009, o custo acumulado pelas prefeituras é de quase R$ 2 bilhões.

A criação do FCSM, reafirma Maldaner, será importante para evitar que os Municípios não sejam obrigados a ampliar seus gastos com pessoal e não percam transferências do governo federal por descumprirem a LRF.


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EM DEBATE

Em Dia

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É isso mesmo... O Peron está com novos visual e endereço, isso no seu blog, pois
o carinha, como pessoa física, continua o mesmo, feinho/feinho.

Acesse o carinha cortando por aqui, ó!:
http://sergioaperon.com.br/

Em Categorias - e que categoria -  podem até ver que neste espaço democrático mando
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  Ophir Cavalcante Júnior

Medida é precedente perigoso - Em um país que registrava, até o ano passado, 40 milhões de processos em fase de execução, está evidente que o Judiciário, em muitos aspectos, ainda apresenta características de Terceiro Mundo, em completo descompasso com sua poção desenvolvimentista.

Daí, porém, inferir que disso pode tomar decisões em causa própria vai uma distância.

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Baixa representatividade - Enquanto o frio aumenta na Serra Catarinense, as eleições pelo país começam a esquentar. Aproveitando-se deste contexto climático-eleitoral volto a escrever sobre o pleito que se aproxima e a baixa representatividade serrana, principalmente dos municípios menores, na Assembléia Legislativa e na Câmara dos Deputados.

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