Valdir Colatto

Horário de Verão: para que mesmo?

Terminou agora em fevereiro mais uma edição do Horário de Verão nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A medida está em vigor desde 1932 e tem como principal objetivo economizar a energia do país.

Porém não há estatística que justifique que essa medida traga ganhos para a população. Apesar de alguns dados mostrarem que existe uma economia, o grande questionamento é: para quem vai esta economia? Quando questiono as pessoas se perceberam mudanças entre as contas de energia de antes do horário de verão e as contas de energia durante o horário de verão a resposta é sempre a mesma: não! Então, se não há economia de energia para a população, do que adianta quebrarem totalmente suas rotinas?

Eu, como milhões de brasileiros, sou contrário essa medida instituída no país e, por isso, criei o Projeto de Lei 397/2007 que defende o fim do Horário de Verão. O que vi durante esses cinco meses de horário de verão não foi exatamente a redução do consumo de energia, mas sim a reclamação da sociedade e os reflexos dos distúrbios no organismo que essa medida causa nas pessoas.

Estatísticas e pesquisas relevam que mais de 70% das pessoas não gostam do horário de verão. Ou seja, o governo precisa fazer uma pesquisa e respeitar a vontade da população. Os problemas de saúde e as complicações diárias que ocorrem por conta desse horário de verão são diversos. Na lista, estão fadigas, cansaço, falta de concentração, sono, mais tempo de exposição ao sol, além de dores de cabeça, irritabilidade, resfriados, queda da imunidade, dentre outras perturbações que o corpo sofre com uma horinha a menos no nosso dia-a-dia.

Um especialista da Sociedade Brasileira de Cardiologia[1] fez um estudo dos malefícios do horário de verão, onde constatou que essa uma hora a menos no nosso sono pode causar aumento do número de mortes das estradas, piorar o controle do diabetes mellitus, diminuir o rendimento escolar, aumentar o erro profissional, além de ter uma adaptação que nunca ocorre. E como o mesmo especialista fala na pesquisa, no custo benéfico, “quem paga a conta é o SUS” e a população.

Um dos mais prejudicados com o Horário de Verão são os produtores rurais que precisam acordar às 4 horas da manhã para tirar o leite e levantam mais cedo ainda e são obrigados a trabalhar nas horas mais quentes do dia. Sem contar às crianças, filhos desses agricultores, que saem do interior para ir à escola e percorrem vários quilômetros quase de madrugada. Para eles, as plantas e os animais, o que vale é o horário do sol.

E a segurança, onde fica? E não é só nas áreas rurais, também nas áreas urbanas, onde os trabalhadores têm que sair de casa quando ainda está escuro. Como fica a segurança dessas pessoas, principalmente aquelas que vão a pé ou ficam aguardando nas paradas de ônibus? Então, é uma série de aspectos que temos que analisar se há mesmo a necessidade desse horário de verão, pois se há benefícios, com certeza não vai para a população brasileira.

O nosso organismo está preparado para começarmos nossa rotina com o dia claro e dormirmos quando estiver escurecendo, e não o contrário. O horário de verão não tem a capacidade de levar as pessoas mais cedo para casa, então elas acordam muito cedo e dormem muito tarde e o chamado relógio biológico quebra e causa toda aquela série de danos.

Então, mais uma vez pergunto do que adianta fazer uma medida para economizar energia se quem paga a conta é a população, que tem uma série de prejuízos no organismo, causando danos na vida profissional e social.

Por isso, acredito que existem outras maneiras que possam reduzir o consumo de energia sem prejudicar a população. Uma das medidas que podem solucionar o alto consumo de energia é o desenvolvimento de ações permanentes do Governo que possam orientar e educar a população brasileira sobre o uso consciente de energia nos horários de ponta, das 18h30 às 21h30.

Não há estatística que justifique que essa medida traga ganhos para a população, as pessoas não vêem economia de energia nas suas residências e fábricas que sofrem com essa medida instituída no país. Afinal, energia ninguém armazena, ou consome ou não consome.  Então, o horário de Verão é para que mesmo?

Engenheiro agrônomo, deputado federal pelo PMDB/SC e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária

EM DEBATE

Em Dia

De Brasilia, Arthur Monteiro

Carros demais - Os dados são do IBGE, publicados no Estadão:  'Levantamento divulgado nesta semana pelo IBGE mostrou que os acidentes de trânsito já matam mais que os homicídios em oito Estados brasileiros. São Paulo, Santa Catarina e Paraná, Estados com cidades em posição de destaque no ranking de carros por mil habitantes, estão entre eles'.

Segundo a reportagem, municípios de Santa Catarina com menos de 500 mil habitantes, como Florianópolis, Blumenau e Brusque, as duas últimas localizadas no Vale do Itajaí, ocupam  três posições entre os dez primeiros na estatística carros per capita do País.

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  Urda Alice Klueger

Travo de amargor - Agora faz pouco mais de 13 meses desde que Atahualpa e eu viemos morar neste pequeno paraíso. Algumas coisas mudaram, desde então: nossa casinha, que era verde, foi pintada de branco e rosa; coloquei algumas grades e portões; plantei um minúsculo jardim com as plantas das quais o meu cachorro gosta, e que cresceu tão bem que já é tempo de reformá-lo.

Além da flora, criou-se aqui uma fauna inesperada e que me enche de orgulho: são 11 as crianças que brincam, atualmente, na minha varanda, embora duas delas comecem a passar pelas mudanças de hormônios da préadolescência e já não brinquem tanto.

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  Curt Nees

É isso mesmo... O Peron está com novos visual e endereço, isso no seu blog, pois
o carinha, como pessoa física, continua o mesmo, feinho/feinho.

Acesse o carinha cortando por aqui, ó!:
http://sergioaperon.com.br/

Em Categorias - e que categoria -  podem até ver que neste espaço democrático mando
minhas abobrinhas, mas também falo sério, como não? Confiram, clicando em Curt, lá no alto do seu vídeo, depois de aberto o blog, claro!

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  Ophir Cavalcante Júnior

Medida é precedente perigoso - Em um país que registrava, até o ano passado, 40 milhões de processos em fase de execução, está evidente que o Judiciário, em muitos aspectos, ainda apresenta características de Terceiro Mundo, em completo descompasso com sua poção desenvolvimentista.

Daí, porém, inferir que disso pode tomar decisões em causa própria vai uma distância.

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  João Paulo Borges

Baixa representatividade - Enquanto o frio aumenta na Serra Catarinense, as eleições pelo país começam a esquentar. Aproveitando-se deste contexto climático-eleitoral volto a escrever sobre o pleito que se aproxima e a baixa representatividade serrana, principalmente dos municípios menores, na Assembléia Legislativa e na Câmara dos Deputados.

Para quem não lembra, em agosto do ano passado escrevi o artigo “A região serrana e seus representantes: um tema que merece reflexão”. Ao pesquisar o número de candidatos a deputado estadual da região no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e me deparar com um cenário nada animador, no que diz respeito as perspectivas de mudanças sobre a nossa representação, resolvi escrever novamente sobre o tema.

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  Rosane Martins
Longevidade e suas implicações comerciais e sociais - A recente descoberta que indivíduos centenários possuem uma série de assinaturas genéticas particularmente comuns abre a discussão sobre novos rumos da longevidade e saúde nas próximas décadas. Abre a possibilidade de que, no futuro, as pessoas poderão saber se têm ou não o potencial de viver ainda por muitas décadas – sem levar em conta, naturalmente, o histórico familiar, fatores ambientais ou de estilo de vida. A pesquisa, publicada em 02 de julho pela Revista Science, interessa a toda a humanidade. Leia mais...

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