Simoni Casimiro
Se essa rua fosse minha...
Ah! Eu juro que não mandava ladrilhar. Afinal, isto é herança deixada pelos queridos portugueses, que, diga-se de passagem, estacionaram a alguns poucos quilômetros daqui, na histórica São Francisco do Sul, deixando presente esta marca registrada na forma de belíssimos ladrilhos, pintados de azul e branco, em suas igrejas, prédios públicos, e em algumas casas. Ladrilhar não é o caso. Ou seria? Mas deveria ter uma lei que responsabilizasse os respectivos proprietários de imóveis residenciais e comerciais pela manutenção e limpeza permanente de letreiros, placas, toldos e calçadas. Venho remoendo isto há anos e não vejo nenhuma mudança de atitude.
Sei da desconfiança que muitos nutrem pelas estatísticas, mas não me contive, e nos últimos dois meses passei a contar o número de toldos, placas e letreiros empoeirados, despencados, ilegíveis pelas marcas de sujeira acumulada durante anos. Assim entre uma notícia e outra ouvida no rádio, ocupo-me e me distraio para não estressar no caótico trânsito em horário de pico. O número é absurdo. Não o faço deliberadamente e nem escolhi as ruas a dedo. Meu “caminho da roça” ao trabalho tem como itinerário as centenárias ruas XV de Novembro e João Colin, Av. Santos Dumont, com alguma variação, incluindo-se aí em dias de trânsito muito intenso, àquela que abriu caminho aos colonizadores alemães, a Estrada Dona Francisca. Este é o itinerário de ida. Na volta, em sentido obrigatório, trafego pela Blumenau, e igualmente para fugir dos engarrafamentos, opto às vezes, por uma das mais novas veias da cidade, a já, importante, Marquês de Olinda, depois passando pela antiquíssima Otto Böehm, para finalmente chegar ao meu destino na XV de Novembro. O que vejo é uma Joinville envelhecida, não no sentido de centenária, mas fruto da má conservação, do desleixo, da falta de fiscalização dos órgãos competentes, falta de comprometimento do empresariado em querer mostrar ao cidadão joinvillense e ao turista, uma cidade mais limpa, mais clean, reluzente, exuberante, e tantos outros adjetivos que a simples atitude de lavar uma parede, uma placa, um letreiro, possa impactar no visual urbano. Em adotando esta postura, o empresário não estaria simplesmente investindo no bem-estar alheio, ele seria o maior beneficiado, afinal, é a fachada da sua loja, do seu imóvel, do seu negócio, que estaria mais bem apresentada e chamando a atenção do consumidor. Sem incluir aqui uma tabela recheada de números, afinal não estou escrevendo um tratado nem artigo científico, pasmem! Setenta por cento das 213 placas e letreiros por mim visualizados nestes dois meses, estão em estado deplorável. O descaso não é privilégio do setor privado, ele se repete nas instituições públicas nas diferentes esferas. Um único exemplo: na av. Marquês de Olinda a placa que identifica uma Delegacia de Polícia, teve o plástico virado ao contrário em virtude de um vendaval que ocorreu a mais de trinta dias. O conserto implica em colocar uma escada e desvirar o plástico. Uma atitude simples, que poderia evitar um cidadão percorrer a extensa avenida procurando a tal delegacia. Vamos ver quanto tempo permanecerá assim. Meu palpite: ad eternum. Como não mudará em nada todo este falatório sem alguma atitude que conscientize a população, acabei de registrar sugestão na Ouvidoria da Prefeitura Municipal de Joinville, sobe nº 90237, pedindo a criação de tal lei. Convenhamos, água e sabão e um pouco de músculos ainda são recursos possíveis e acessíveis. Falta tutano.
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Simoni Casimiro é bibliotecária e tira suas conclusões em Joinville (SC)
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EM DEBATE


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De Brasilia, Arthur Monteiro
Carros demais - Os dados são do IBGE, publicados no Estadão: 'Levantamento divulgado nesta semana pelo IBGE mostrou que os acidentes de trânsito já matam mais que os homicídios em oito Estados brasileiros. São Paulo, Santa Catarina e Paraná, Estados com cidades em posição de destaque no ranking de carros por mil habitantes, estão entre eles'.
Segundo a reportagem, municípios de Santa Catarina com menos de 500 mil habitantes, como Florianópolis, Blumenau e Brusque, as duas últimas localizadas no Vale do Itajaí, ocupam três posições entre os dez primeiros na estatística carros per capita do País.
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Urda Alice Klueger
Travo de amargor - Agora faz pouco mais de 13 meses desde que Atahualpa e eu viemos morar neste pequeno paraíso. Algumas coisas mudaram, desde então: nossa casinha, que era verde, foi pintada de branco e rosa; coloquei algumas grades e portões; plantei um minúsculo jardim com as plantas das quais o meu cachorro gosta, e que cresceu tão bem que já é tempo de reformá-lo.
Além da flora, criou-se aqui uma fauna inesperada e que me enche de orgulho: são 11 as crianças que brincam, atualmente, na minha varanda, embora duas delas comecem a passar pelas mudanças de hormônios da préadolescência e já não brinquem tanto.
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Curt Nees
É isso mesmo... O Peron está com novos visual e endereço, isso no seu blog, pois o carinha, como pessoa física, continua o mesmo, feinho/feinho.
Acesse o carinha cortando por aqui, ó!: http://sergioaperon.com.br/
Em Categorias - e que categoria - podem até ver que neste espaço democrático mando minhas abobrinhas, mas também falo sério, como não? Confiram, clicando em Curt, lá no alto do seu vídeo, depois de aberto o blog, claro!
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Ophir Cavalcante Júnior
Medida é precedente perigoso - Em um país que registrava, até o ano passado, 40 milhões de processos em fase de execução, está evidente que o Judiciário, em muitos aspectos, ainda apresenta características de Terceiro Mundo, em completo descompasso com sua poção desenvolvimentista.
Daí, porém, inferir que disso pode tomar decisões em causa própria vai uma distância.
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João Paulo Borges
Baixa representatividade - Enquanto o frio aumenta na Serra Catarinense, as eleições pelo país começam a esquentar. Aproveitando-se deste contexto climático-eleitoral volto a escrever sobre o pleito que se aproxima e a baixa representatividade serrana, principalmente dos municípios menores, na Assembléia Legislativa e na Câmara dos Deputados.
Para quem não lembra, em agosto do ano passado escrevi o artigo “A região serrana e seus representantes: um tema que merece reflexão”. Ao pesquisar o número de candidatos a deputado estadual da região no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e me deparar com um cenário nada animador, no que diz respeito as perspectivas de mudanças sobre a nossa representação, resolvi escrever novamente sobre o tema.
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Rosane Martins
Longevidade e suas implicações comerciais e sociais - A recente descoberta que indivíduos centenários possuem uma série de assinaturas genéticas particularmente comuns abre a discussão sobre novos rumos da longevidade e saúde nas próximas décadas. Abre a possibilidade de que, no futuro, as pessoas poderão saber se têm ou não o potencial de viver ainda por muitas décadas – sem levar em conta, naturalmente, o histórico familiar, fatores ambientais ou de estilo de vida. A pesquisa, publicada em 02 de julho pela Revista Science, interessa a toda a humanidade.
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