EM DEBATE


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De Brasilia, Arthur Monteiro
BMW - A publicação 'Automobilwoche', editada na Alemanha, revelou nesta terça-feira que a BMW prefere instalar uma planta industrial em Santa Catarina, descartando São Paulo.
A empresa tenciona lançar seus modelos montados no Brasil em 2014, ano da Copa do Mundo de Futebol.
A íntegra está em www.automobilwoche.de
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Luiz Carlos Gulias Cabral
Ouçam a engenharia - Os edifícios que desmoronaram esta semana no Rio de Janeiro foram construídos no final da década de 30 e começo da de 40. Isso, por si só, não explica a tragédia. As construções não entram em colapso pela idade avançada, como provam as centenárias eaté milenares edificações pelo mundo afora.
As construções caem por erros de projeto, de execução, falta de manutenção ou falha na intervenção (reformas inadequadas) ou combinação desses fatores. Ou seja, caem pormá engenharia ou falta de engenharia.Vivo no Vale do Itajaí há exatos 41 anos e admiro esta comunidade que tem um senso crítico aguçado. Mesmo assim é difícil a tarefa de conscientização a respeito danecessidade de se consultar os profissionais de engenharia e arquitetura quando se estápretendendo construir, reformar, efetuar manutenção, etc. Principalmente neste últimocaso. Esta realidade não é diferente no resto do Brasil.
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Celito De Grandi
O povo e os bons índices de Dilma - Desde Fernando Collor – passando por Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Lula,
pela ordem - nenhum deles conseguiu números tão significativos quanto acaba de obter a presidente Dilma Roussef: 59% de
aprovação (ótimo/bom), ao fim do primeiro ano de governo.
A pesquisa é do Datafolha e mostra que apenas Lula chegou perto, com 50% de aprovação ao final de um ano de mandato.
Depois vem Fernando Henrique Cardoso, com 41%.
Dilma já mostrou que é diferente de Lula. No jeito de ser com os políticos e no jeito de governar.
Lula tem mais gosto pelos bastidores da política, Dilma prefere ser a grande gerente, apraz-lhe o exercício de
governar.
Os índices, por isso, não surpreendem.
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Cristovam Buarque
Corrupção do discurso - Nas últimas décadas, independentemente do país, os governos têm se caracterizado pelo medo ou a incapacidade de dizer a verdade a seus povos e eleitores. Talvez essa seja a maior de todas as corrupções que caracterizam o processo político no mundo. Por anos seguidos, os chefes de Estado e de governo têm evitado informar os limites do desenvolvimento baseado no crescimento econômico.
Por anos seguidos, os governantes esconderam que a crise financeira estava sendo construída, e que as medidas tomadas não passavam de pequenos ajustes, que jogavam a crise para adiante, sem enfrentá-la plenamente.
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Olsen Jr
Desencontros - Foi na arrumação de uma caixa que percebi o envelope, era uma carta entre duas mulheres contendo um perfil de alguém que uma delas parecia interessada, não fosse... Afirmava: “... Se você pretende ser uma pessoa nom grata na casa dele, basta fazer estas coisas, não necessariamente nesta ordem: depois de comer, limpar a boca ou as mãos no pano de enxugar pratos; utilizar o garfo com que está comendo para esgravatar uma salada ou qualquer outro à mesa; terminada a refeição, indagar se na casa não existe palitos; servir-se de uma fatia de pão e sair espalhando migalhas pela casa; esquecer o cigarro aceso no balcão do bar (o seu canto favorito depois da biblioteca) de maneira que a xepa queime e atinja a madeira”...
Fui lendo distraidamente o texto e achando curioso que alguém se desse aquele trabalho, continuo... “Mexer nas peças de barro que representam o nosso boi-de-mamão e perguntar se pode levar esta ou aquela figura de recordação; pedir um livro emprestado de sua biblioteca; no banheiro, fazer xixi e não acionar a descarga ou lavar as mãos e respingar a água num raio de 10 cm ao redor da pia; tentar beliscar a carne na churrasqueira antes que ela esteja assada; pedir se não dá pra gelar um pouco o vinho tinto”...
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Cristovam Buarque
Consciência em construção - No dia 2 de dezembro de 2011, o Presidente da República em exercício, Deputado Federal Marco Maia (PT-RS), sancionou a Lei nº 12.533 que institui a data de 16 de março como Dia Nacional da Consciência das Mudanças Climáticas.
Pode parecer um ato sem grandes consequências, mas, a partir dele, essa data passa a ser usada em todo o país para debater a tragédia que nos ameaça por causa da crise ecológica e também buscar soluções para os problemas que enfrentam. Imaginemos todos os estudantes brasileiros, debatendo em suas escolas qual o tipo de progresso que estamos realizando, quais os problemas que a humanidade tem adiante e como enfrentá-los, usando esse dia para buscar respostas às perguntas que o mundo apresenta. A Subcomissão do Senado para a Cúpula Rio+20 preparou uma lista destas questões sobre o futuro da humanidade.
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Olsen Jr
Por que o Natal me dói? - Em uma tarde destas, logo após as chuvas, estava num mercado aqui na Lagoa, buscava um tipo de requeijão que meus avós faziam. Uma maneira creio, de estreitar minhas saudades com um passado de quando tudo ia bem.
Ao meu lado um casal procura algo na mesma gôndola. Não pude deixar de ouvir o comentário que o marido fez para a mulher, “essas músicas de natal são um saco”.
Presto atenção e ouço uma versão em português, muito ruim da música “Happy Xmas (War is Over)”, do John Lennon. A letra era mais longa que a melodia, doía mesmo ouvir aquilo.
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Urda Alice Klueger
O dia de fazer doces-de-natal - Hoje em dia, qualquer supermercado vende doces-de-Natal, em saquinhos de plástico ou bandejinhas, de modo que as donas-de-casa já não precisam mais gastar um precioso domingo de Dezembro para fazê-los.
Na minha infância, porém, fazer doces-de-Natal era um dos rituais do Advento. Eles eram feitos num Domingo, quando toda a família estava em casa e podia ajudar, e gastava-se um dia inteiro na sua confecção.
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Celito De Grandi
O dramático estado da saúde (II) - O comentário sobre a saúde do país, na ultima semana, gerou inúmeras manifestações e pelo menos dois dramáticos desabafos.
O primeiro é do jornalista e escritor gaúcho Carlos Fernando Karnas, radicado na cidade paulista de Caçapava:
Tua indignação se iguala a da maioria da população. Reveses da vida, nos últimos quatro anos, fazem-me sustentar a minha saúde dependendo unicamente do sistema SUS e das emergências de pronto socorros públicos. Sujeito-me, impotente ao tentar encarar o sistema. Levei 11 meses para conseguir uma consulta oftalmológica. Espero há 15 meses, e sem data definida, cirurgia de catarata. A cegueira avança dramaticamente.
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